20180607EDP arquivoNuma reunião da administração da EDP com representantes dos trabalhadores, realizada ontem, sobre a oferta pública de aquisição feita pela China Three Gorges, a Fiequimetal defendeu que realmente importante seria o Estado português retomar o controlo público da empresa.
7.6.2018

 

A reunião, como se relata numa informação da federação divulgada nos locais de trabalho, foi convocada pela administração, para informar os representantes dos trabalhadores sobre a OPA lançada pela China Three Gorges (CTG) sobre a EDP e a EDP Renováveis.

A administração realçou a declaração de intenções da CTG de manter a EDP como empresa portuguesa, com sede em Lisboa e cotada na Bolsa, e de contribuir para o reforço da sustentabilidade e do negócio da EDP.

A Fiequimetal afirmou que o que seria realmente importante seria o Estado português retomar o controlo da EDP, por forma a garantir a soberania e o poder decisório sobre um sector que é estratégico e dos mais importantes para a economia nacional.

Não se compreende que um Estado que afirma ter milhares de milhões de euros para socorrer, se for necessário, a Banca privada, não disponha de capital para fazer, ele próprio, uma OPA estatal sobre a EDP, comenta a federação, lembrando que noutros países da Europa o sector eléctrico continua a ser maioritariamente público.

Em qualquer cenário que se venha a concretizar, o que a Fiequimetal espera é que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e garantidos e que a tradição de negociação colectiva e de interacção com os representantes dos trabalhadores se mantenha.

 

Ver também:
- Informação da Fiequimetal aos trabalhadores da EDP