20151214PetrogalGreveA greve dos trabalhadores da Petrogal (Grupo Galp Energia), em defesa dos direitos  começa às zero horas de segunda-feira, na refinaria de Sines, e seis horas depois, na refinaria do Porto. Na área de Lisboa, a greve decorre das 14 às 18 horas. As paralisações, com horários diferenciados, decorrem até às 14 horas de dia 16, sábado.
10.6.2018

 

São objectivos da greve, como se refere no pré-aviso:

• Parar a ofensiva da administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais;
• Melhorar os salários e a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores;
• Contestar a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos;
• Combater a desregulação e o aumento dos horários, incluindo o famigerado «banco de horas», que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário;
• Defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida.

«Com determinação e unidade vamos manter os nossos direitos laborais», apela a Fiequimetal, referindo os regimes de Saúde, reformas e outras regalias sociais, no comunicado em que anunciou a greve.

Propondo reforçar a unidade na luta pelos direitos e defender a contratação colectiva, informa-se que, no seguimento da deliberação dos trabalhadores, foi apresentado à administração o pré-aviso de greve, que é publicado com o comunicado, pormenorizando os horários em que serão efectuadas as paralisações, num período que vai desde as zero horas de dia 11 de Junho até às 14 horas do dia 16.

O Ministério do Trabalho, que tem como competência e responsabilidade a mediação e resolução de conflitos laborais, promovendo a negociação e a contratação colectiva, continua sem dar a resposta que os trabalhadores aguardam: que o ministro e o seu Ministério honrem os compromissos assumidos perante a Comissão Sindical Negociadora, retomando a mediação e as negociações tripartidas.

Recorda-se que a Comissão Sindical Negociadora alertou o ministro para a manobra de diversão que a administração estaria a encetar, ao insistir com o próprio em iniciar as negociações directas. Está agora confirmado que a administração apenas pretendia uma simulação de negociação, mentiu perante o ministro e também não deu seguimento às recomendações deste. Assumiu uma postura arrogante e manipuladora de tudo e todos, à qual os trabalhadores não darão mais cobertura e responderão com esta greve.

Ao ministro é dirigido um alerta, quanto à atitude da administração que comprovadamente o utilizou para ganhar vários meses numa batalha que não consegue vencer de forma honesta e séria.

No comunicado refere-se, por fim, que a Comissão Sindical Negociadora apela a que todos os trabalhadores participem na greve, para colocar um travão na continuada perda de direitos dos últimos anos em que a Fiequimetal e o SICOP têm sido afastados da negociação colectiva.

 

Ver também:
- Comunicado da Fiequimetal (com pré-aviso de greve)
- Grande jornada de luta dos trabalhadores da Petrogal (16.5.2018)
- Vai começar na Petrogal uma semana de greve (10.12.2017)
- A luta continua na Petrogal após a greve (3.8.2017)