20200622EvoraNa abertura da semana nacional de luta, organizada pela CGTP-IN até dia 26, o SIESI, o SITE Sul e o SITE CSRA, sindicatos da Fiequimetal, realizaram ontem em Évora uma marcha em «cordão humano», com o lema «Queremos trabalhar com saúde, direitos e salários dignos».
23.6.2020

 

 

Nesta acção de luta, que partiu do Rossio de São Brás, atravessou o parque industrial e terminou junto da fábrica da multinacional Tyco (TE Connectivity), participaram cerca de 100 dirigentes e activistas, representando trabalhadores de empresas e sectores industriais do distrito.

 

Vídeo da CGTP-IN


Ao longo do percurso, fizeram-se ouvir palavras de ordem, como «o aumento do salário é mesmo necessário», «trabalho sim desemprego não», «precariedade laboral só interessa ao capital», traduzindo reivindicações que nos últimos meses têm sido apresentadas ao patronato nas principais empresas destes sectores.

Nesta acção de luta foi colocado em evidência que a pandemia não pode ter costas largas, isto é, não pode ser pretexto para retirar direitos, não aumentar salários ou deixar de investir nas condições de trabalho, de modo a salvaguardar a saúde dos trabalhadores.

No final, junto da fábrica de relés para as indústrias aeronáutica e automóvel, foram feitas diversas intervenções, de entre as quais se destaca a da secretária-geral da CGTP-IN.

Isabel Camarinha exigiu a defesa do emprego, a reintegração de todos os trabalhadores com vínculos precários que foram despedidos desde o início da pandemia, o aumento dos salários, o fim dos casos de lay-off (designadamente, os que são promovidos pelas multinacionais) e o investimento patronal nas condições de trabalho.

Ficou reafirmado o compromisso da CGTP-IN quanto ao prosseguimento da luta nas empresas e nas ruas.   

 

Hoje na EGF (Mota-Engil)

Trabalhadores das 11 empresas que constituem o Grupo EGF (Mota-Engil) concentram-se hoje, às 10h30, junto à sede da holding, em Linda-a-Velha (Oeiras).

A acção é convocada pela Fiequimetal e seus sindicatos e pelo STAL, para exigir o cumprimento do direito à contratação colectiva, o início do processo negocial do contrato colectivo de trabalho, o aumento dos salários, a valorização das carreiras e a melhoria das condições de trabalho.


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