20200806Hiroshima arquivoAo assinalar o dia em que, em 1945, os EUA lançaram pela primeira vez uma bomba atómica, destruindo a cidade japonesa de Hiroxima, a CGTP-IN condenou este crime, repetido três dias depois em Nagasaki, e associou-se a todos os que lutam para que actos desta natureza não voltem a ocorrer.
6.8.2020

 

 

Os bombardeamentos sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e 9 de Agosto de 1945, provocaram mais de 250 mil mortos e sequelas graves em muitos milhares de japoneses, refere-se na nota publicada pela confederação.

Esta acção dos EUA constituiu um verdadeiro genocídio, cujas consequências perduram até hoje na saúde e na memória de muitos cidadãos japoneses e de toda a humanidade. Esse autêntico holocausto deve constituir para todos os cidadãos amantes da paz um exemplo do que foi a cruel e desumana utilização de armas nucleares.

A CGTP-IN associa-se a todos os que lutam para que actos desta natureza não voltem a ocorrer e alerta que o arsenal de armas nucleares hoje existente é bem maior e mais destrutivo. A utilização deste tipo de armas significaria seguramente a destruição da própria espécie humana e da civilização no nosso planeta.

 

Redobrar esforços pela paz

Apesar da pandemia e da situação que se vive, prosseguem agressões e ingerências a países soberanos, com a guerra e a subjugação aos interesses dos EUA e da NATO. Esta alarga o seu campo de intervenção e instala novas bases militares, enquanto prossegue o ataque à soberania dos países e o saque aos seus recursos naturais.

No dia que se recorda a imensa catástrofe humana de há 75 anos, as graves ameaças que pendem sobre a humanidade, em tempos de tantas incertezas e perigos - e, em particular, quando a administração norte-americana se desvincula de acordos internacionais, nomeadamente os que limitam as armas nucleares, ou admite o uso preventivo de armamento nuclear -, convocam os trabalhadores e os povos a redobrarem os esforços para combater o militarismo, a guerra, a ingerência e a agressão, e a lutarem pela paz.

A Constituição da República Portuguesa defende um desarmamento geral, simultâneo e controlado, nomeadamente a abolição das armas nucleares, que será um importante passo para a paz, para a salvaguarda do ambiente, dos ecossistemas e da própria sobrevivência da humanidade.

 

Portugal deve aderir

A CGTP-IN apela a que todos subscrevam a petição «Pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares - Defender a paz é defender a vida», assim afirmando que Portugal deve rejeitar pressões e chantagens e deve assinar e ratificar o tratado de abolição das armas nucleares, em respeito pela Constituição.

A defesa da paz exige o combate ao militarismo e à corrida armamentista, por um mundo livre de armas nucleares, conclui a CGTP-IN

 

Ver também
- Posição da CGTP-IN sobre os 75 anos dos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki