20201015Camo fabrica arquivoO SITE Norte acusa a Camo, do grupo espanhol Pérez Rumbao, de desencadear um despedimento colectivo para se libertar de trabalhadores com mais antiguidade e com melhores salários, que mais adiante substituirá por outros, com salários mais baixos e com vínculos precários.
15.10.2020

 

No quadro da luta contra a intenção de realizar um despedimento colectivo de 24 trabalhadores da CAMO - Indústria de Autocarros, realiza-se amanhã, dia 16, uma concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais, pelas 15 horas, à porta da empresa (Rua 1.º de Maio, 215, em Vilar de Andorinho, concelho de Vila Nova de Gaia).

Para dia 20, terça-feira, o sindicato convocou um plenário de trabalhadores, apelando desde já a que estes se mantenham unidos e solidários. Além de analisar a situação e os seus desenvolvimentos, o plenário deverá decidir formas de luta.

Numa nota à comunicação social, divulgada ontem, o SITE Norte relatou que a sua comissão sindical na Camo foi convocada pela administração para uma reunião, no passado dia 9, onde deu a conhecer a intenção de avançar com um processo de restruturação da empresa, o qual passará pela redução do número de trabalhadores, através da realização de um despedimento colectivo que afectará 24 trabalhadores da unidade fabril. A administração invocou uma significativa redução de encomendas.

Para o sindicato, o despedimento coletivo não é solução para os problemas gerados pela COVID-19. Há outras alternativas que permitem à empresa ultrapassar um período difícil e manter os postos de trabalho.

Num comunicado aos trabalhadores, o SITE Norte reafirma que se opõe a qualquer despedimento e assegura que estará na linha da frente em todas as lutas para reverter este ataque.

 

Ver também
- Nota à comunicação social
- Comunicado aos trabalhadores