20200619Lauak A Lauak, filial da multinacional francesa da indústria aeronática, com instalações em Setúbal e Grândola, foi obrigada a readmitir todas as trabalhadoras despedidas que estavam em gozo dos direitos de parentalidade, informou o SITE Sul.
15.10.2020

 

A imposição do recuo patronal decorreu da decisão desfavorável da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), relativamente à integração destas trabalhadoras nos processos de despedimento colectivo, promovidos pela Lauak este Verão.

O sindicato assinala que a reintegração das oito trabalhadoras visadas é o resultado da luta travada por estas, em defesa dos seus postos de trabalho, e da participação dos representantes sindicais nas reuniões deste processo. Estes opuseram-se, desde o início, a que estas trabalhadoras fossem abrangidas pelo despedimento colectivo, por considerarem que isso se deveria apenas ao facto de a administração da Lauak conviver mal com o gozo dos direitos de parentalidade.

Quando os representantes sindicais perguntaram se no despedimento colectivo havia trabalhadoras em gozo dos direitos de parentalidade no processo, a administração da Lauak tentou ocultar o facto.

Para a CITE, através do parecer referido pelo sindicato, não se afigura claro e inequívoco que os motivos invocados para o despedimento, assim como os critérios para a seleção dos trabalhadores, justifiquem a inclusão destas trabalhadoras, sob pena de indiciar discriminação em função do exercício dos direitos decorrentes da parentalidade.

Fica assim mais uma vez provado que a organização dos trabalhadores nos sindicatos de classe da CGTP-IN faz a toda a diferença na defesa dos seus postos de trabalho, sublinha o SITE Sul.

 

Ver também
- Nota do SITE Sul
- Trabalhadores da Lauak resistem ao despedimento (20.6.2020)