Perante as tímidas alterações na posição patronal, na negociação salarial anual no Grupo EDP, a Fiequimetal reafirmou que não vai desistir de reivindicar uma actualização que valorize o trabalho e respondeu ao que os representantes da administração anunciaram.
7.3.2026
Ao informar os trabalhadores sobre a reunião de dia 4, a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal registou que os representantes patronais afirmaram terem mandato até à próxima reunião, marcada para dia 11.
Contrariando essa pressão, a CNS/Fiequimetal declarou que continuará a fazer todos os esforços para que a administração eleve a sua proposta para valores superiores.
A administração, uma semana antes, ao dar a conhecer os seus resultados de 2025 (lucros de 1150 milhões de euros, que acrescem aos cinco milhões obtidos nos cinco anos anteriores), anunciou a pretensão de valorizar em 2,5 por cento os dividendos a distribuir aos accionistas.
Mas, na passada quarta-feira, essa mesma administração continuou a mexer na sua proposta salarial de forma muito tímida. Manteve a base de valorização em 2,2 por cento, fixando a baliza de aumentos salariais entre os 55 e os 85 euros.
Não há dúvidas de que estes números ficam aquém das necessidades de quem trabalha nas empresas do Grupo e ficam também aquém das possibilidades de que a administração dispõe para valorizar a retribuição dos trabalhadores.
Ver também
— Comunicado da Comissão Negociadora Sindical
— Um ano na EDP com «conquistas extraordinárias» para quem? (3.3.2026)



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