20170211SeiaEDP-arquivoNa próxima segunda-feira, os trabalhadores do contact center da EDP, em Seia, na Quinta da Quintela, contratados através da Manpower e organizados no SITE Centro-Norte, fazem greve por 24 horas, reclamando melhores salários. Às 10h30 tem lugar uma concentração no exterior das instalações, anunciou a Fiequimetal, numa nota à comunicação social.
11.2.2017



O recurso a esta forma de luta fora decidido já a 23 de Janeiro, em plenário de trabalhadores, e foi confirmado no dia 10. Neste plenário foi analisada a posição da comissão negociadora patronal, no dia 6, que manteve pretensões inaceitáveis para os trabalhadores.

Os salários são baixos, tal como decorre da estratégia da subcontratação implementada pela EDP há vários anos.

O caderno reivindicativo de 2016 começou a ser negociado de raiz com a Manpower, depois de esta, em Maio, ter substituído a Redware (Reditus) como prestadora do serviço. Os aumentos salariais aí exigidos tinham em conta que, desde o ano anterior, não houve actualização dos salários, excepto os que  foram impostos pelo novo valor do salário mínimo nacional.

Neste contexto, o sindicato e os trabalhadores exigem mais 40 euros para todos em 2017, mas não abdicam de recuperar as perdas de 2016.

Foi conseguida a satisfação de algumas reivindicações, como o direito a pausas de 15 minutos e o aumento do subsídio de refeição, mas a administração da Manpower respondeu negativamente a outros importantes pontos.

Particular descontentamento suscitou a intenção patronal de reduzir o número de escalões salariais e alterar a forma como se processa a evolução dos trabalhadores. A Manpower pretende que, durante os primeiros quatro anos de trabalho, todos recebam o salário mínimo nacional (557 euros). Quem estiver no quinto ou sexto ano de serviço apenas auferirá 560 euros, enquanto nos dois anos seguintes passará a receber 565 euros.
O SITE C-N, a Fiequimetal e a CGTP-IN não aceitam que o aumento do salário mínimo nacional seja usado pelas empresas para que o seu valor passe a funcionar como a referência salarial geral. Pelo contrário, a actualização da remuneração mínima garantida deve inserir-se num aumento geral dos salários.

Alargar a luta

Na concentração, em Seia, entre outros dirigentes sindicais, vai estar o coordenador da Fiequimetal, Rogério Silva, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
Além de prestar solidariedade à luta neste call center, deverá abordar a prioridade dada ao alargamento e intensificação da luta reivindicativa nas empresas. Irá também falar sobre a Quinzena de Acção e Luta, marcada para os dias 23 de Fevereiro a 10 de Março, e cuja preparação está a decorrer nos diferentes sectores abrangidos pelos sindicatos da Fiequimetal.

Ver também:
- Nota à comunicação social (com contactos para declarações)