Na terceira reunião das negociações salariais para este ano, a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal reformulou a sua proposta, mas a administração mostrou que continua a olhar apenas para os accionistas, avançando com um aumento mínimo de apenas 40 euros.
27.3.2026
Na informação sobre a reunião realizada ontem, a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal apelou à união de todos os trabalhadores, independentemente da sua filiação sindical, na luta por um aumento salarial justo e significativo, salientando que os trabalhadores da REN são o coração e o pulmão da empresa, são os principais geradores da sua riqueza.
Os trabalhadores da REN não necessitam de palmadinhas nas costas, após as situações de crise, como aquelas que o País recentemente enfrentou, seja com o apagão ou as intempéries, seja com outras emergências a que são chamados em todas as áreas de negócio.
Os homens e mulheres trabalhadores da REN dedicaram-se de alma e coração à missão na reposição dos serviços e à normalidade do funcionamento da sociedade, sacrificando as suas próprias famílias.
Os trabalhadores, efectivamente, necessitam é de uma valorização real dos seus salários, capaz de responder ao aumento acentuado do custo de vida. E necessitam também de um reconhecimento concreto do seu contributo, porque os números não deixam dúvidas: em 2025, a REN registou um aumento de lucros de 4,8%, mais 159,8 milhões de euros, o que significa cerca de 13 milhões em cada mês.
Os principais accionistas vão arrecadar, por opção política de gestão, a maior parte, enquanto os salários não são valorizados como deviam e merecem.
Os trabalhadores não comem e não pagam as suas despesas com a inflação de 2025. A CNS/Fiequimetal lembra que esta situação agrava-se ainda mais com a inflação de 2,8%, prevista para 2026 pelo Banco de Portugal.
Ver também
— «159,80 milhões de lucro não serão suficientes para valorizar os salários na REN?» - Comunicado da Comissão Negociadora Sindical
— Rigidez da REN não confirma «celeridade» das negociações (20.3.2026)



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