Na quarta sessão da negociação da tabela salarial para 2016, a comissão negociadora patronal que representa a EDP manteve uma posição de quase imobilidade, enquanto a Fiequimetal deu um sinal inequívoco de que está interessada em chegar a um acordo em tempo útil, refere-se na informação divulgada nos locais de trabalho.
29.2.2016
A comissão negociadora sindical afirma que a posição da EDP não se justifica e até parece dar a entender que não pretende resolver estas negociações com a celeridade que seria desejável.
Não se compreende que uma empresa que se diz socialmente responsável não esteja disponível para subir os salários dos seus trabalhadores de forma justa.
No início da reunião, a administração informou que alterava a sua proposta em 0,2 por cento, ficando assim com 0,6 por cento na mesa.
A Fiequimetal, embora considerando que a empresa tem condições para se aproximar mais de valores considerados minimamente justos, decidiu alterar a sua proposta para três por cento, afirmando com isto querer dar um sinal inequívoco de que está interessada em chegar a um acordo em tempo útil.
A administração, após tecer algumas considerações sobre quem estaria mais próximo ou mais longe de um hipotético valor final para acordo, acabou por reconhecer que não estaria em condições, por enquanto, de alterar mais a sua proposta, pelo que deu a reunião por terminada.
A negociação continua a 2 de Março, a próxima quarta-feira, esperando-se que nela sejam alcançados melhores resultados para os trabalhadores.
A reunião prevista para dia 17 de Fevereiro não se chegou a realizar, pois a empresa anunciou na abertura que não estaria em condições de prosseguir as negociações.
Ver também:
- Comunicado N.º 6 aos trabalhadores das empresas do Grupo EDP
- Comunicado N.º 5 aos trabalhadores das empresas do Grupo EDP
- EDP a passo de tartaruga na negociação (12.2.2016)
- EDP deixou tudo na mesma (6.2.2016)
- Começou negociação salarial na EDP (27.1.2016)
- Por melhores salários na EDP em 2016 (28.12.2015)


Documento da CGTP-IN
