Na reunião que deu início às negociações da tabela salarial para 2016 nas empresas do Grupo REN, a Fiequimetal referiu a injusta distribuição da riqueza criada, quando são atribuídos aos accionistas, a título de dividendos, mais de 80 por cento dos lucros e para a os trabalhadores são destinados apenas 2,39 por cento, apesar de o aumento da produtividade nos últimos cinco anos ser de 5,2 por cento.
29.2.2016
A comissão negociadora sindical fundamentou de forma consistente a sua proposta de quatro por cento nas tabelas salariais e matérias de expressão pecuniária, rebatendo a posição da administração, como se refere na informação difundida logo após a reunião, no dia 25.
Como seria de esperar, a administração justificou-se nas pretensas dificuldades, entre as quais a diminuição do investimento e o valor da Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético, para apresentar uma contraproposta no valor de 0,2 por cento.
Os representantes sindicais salientaram ainda a diminuição dos custos com pessoal, em 1,8 por cento, em 2014 relativamente a 2013, e 1,36 por cento, nos primeiros nove meses de 2015. Neste último período, o Conselho de Administração teve um aumento de 5,42 por cento, em remunerações e outros benefícios de curto prazo.
Na pretensão de que a administração reconheça o importante papel dos trabalhadores nos resultados que a empresa vem obtendo e assuma uma justa melhoria dos salários, a CNS/Fiequimetal reformulou a sua proposta para 3,8 por cento, de modo a dar um sinal de disponibilidade para uma verdadeira negociação.
Ver também:
- Comunicado N.º 2 aos trabalhadores das empresas do Grupo REN
- Exigidos na REN mais quatro por cento (4.1.2016)
- Comunicado n.º 1 aos trabalhadores das empresas do Grupo REN (com tabelas de valores reivindicados)


Documento da CGTP-IN
