20180301Desfile Foi publicado anteontem o CCT que a Fiequimetal acordou com a associação patronal APIO. A tabela salarial tem uma subida média de 14 por cento e permanecem em vigor todos os direitos dos trabalhadores. Foram alcançados outros acordos nos últimos dois anos, mas persiste o longo bloqueio patronal em importantes sectores.
10.8.2018

 

O acordo de revisão do contrato colectivo de trabalho, alcançado com a Associação Portuguesa da Indústria de Ourivesaria após negociações, incluiu a actualização dos salários, com aplicação retroactiva a Janeiro de 2018.

Apesar do valor acordado entre as partes não ser o proposto inicialmente pela comissão negociadora da Fiequimetal, o acordo representa um aumento médio de 14 por cento na tabela salarial.

No clausulado geral do contrato foram feitas as alterações necessárias para o adequar à legislação actual, mantendo-se em vigor todos os direitos laborais anteriormente estabelecidos entre as partes.

A revisão global do CCT foi publicada no BTE n.º 29, de 8 de Agosto.

Este CCT vem substituir o contrato publicado em 2010 e que nestes oito anos não foi objecto de negociação.

 

Outros acordos recentes

Em 2017 e 2018 foram negociados e publicados importantes instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho relativos a sectores e empresas cujos trabalhadores são representados pela Fiequimetal e os seus sindicatos, designadamente:

– ACT das empresas petrolíferas (revisão global)
– ACT da REN (alteração salarial anual)
– Acordo de Empresa (AE) da Valorsul (revisão global)
– AE da ADP Fertilizantes (alteração salarial anual)
– CCT dos pesticidas (Groquifar, revisão global)
– CCT da farmacêutica (Apifarma, revisão global)
– CCT da farmacêutica (Norquifar, alteração salarial anual)
– AE da Caima Celulose (revisão global)
– AE da Navigator Company (alteração salarial anual)
– CCT do papel (ANIPC, revisão global)
– AE da Celtejo (alteração salarial anual).

 

Romper o bloqueio

Várias associações patronais mantêm há vários anos posicionamentos inaceitáveis de bloqueamento da revisão da contratação colectiva. Pôr termo a esta situação foi o principal motivo do desfile nacional que a federação e os sindicatos levaram a cabo em Lisboa, no dia 1 de Março deste ano.

O protesto foi então focado em três destinatários:
– a Groquifar (Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos) e sua divisão farmacêutica
– a ANIMEE (Associação Nacional das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico)
– o Ministério do Trabalho.

Outra concentração realizou-se nessa tarde junto à sede da EDP.

 

Ver também:
- Página da Contratação Colectiva no sítio da Fiequimetal
- Desfile nacional exigiu salários, horários e direitos (2.3.2018)