Na deslocação a Lisboa, ontem, os trabalhadores da Frauenthal Automotive (Impormol) concentraram-se junto ao Ministério da Economia, e entregaram aqui uma moção a realçar que a empresa instalada há meio século na Azambuja é viável, pode e deve continuar a laborar, e o Governo deve utilizar todos os meios necessários para que a fábrica continue activa com os actuais 180 postos de trabalho.
7.5.2016
Na concentração, na Praça Luís de Camões, participaram quase cem trabalhadores da Frauenthal. Em solidariedade, estiveram presentes dirigentes do SITE CSRA, o coordenador da Fiequimetal, o secretário-geral da CGTP-IN, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e o vice-presidente da CM da Azambuja.
Em breves intervenções, foi salientada a importância daquela unidade fabril para a região e para os concelhos da Azambuja e do Cartaxao. Foi ainda lembrado que a fábrica de molas para automóveis tem dado sempre lucros e o processo de insolvência apenas surge porque a isso conduziu o interesse da especulação financeira, em prejuízo da qualidade e do desempenho da produção e da alta especialização dos trabalhadores.
Foi aprovada uma moção, que de seguida uma delegação entregou no Ministério da Economia.
Moção
Ao Ministério da Economia
Neste dia 6 de Maio de 2016, os trabalhadores da Frauenthal Automotive Azambuja lutam pela continuidade da empresa em Portugal. O futuro desta empresa que emprega 180 trabalhadores, especializada no fabrico de molas, deve passar pela sua continuidade. Esta empresa situada no concelho de Azambuja emprega também trabalhadores de outros concelhos, sendo a sua maioria do concelho do Cartaxo, lutando estes trabalhadores pela manutenção dos seus postos de trabalho.
Uma empresa que é 100 por cento exportadora, com altos níveis de certificação técnica e com trabalhadores qualificados, com larga experiência e qualificação e um elevado número de produtividade.
Os trabalhadores estão preocupados com o seu futuro, pois têm consciência de que esta empresa é viável, pode e deve continuar a laborar.
Esta empresa faz falta em Portugal, à economia e em particular aos concelhos que dela dependem, seja pelo impacto que tem na sua economia ou pelo número de trabalhadores que ela emprega.
Os trabalhadores desta empresa não são números que possam ser descartáveis pela vontade dos especuladores financeiros ou por grupos económicos cujo único objetivo é apenas o lucro. Perante este cenário, os trabalhadores da Frauenthal Automotive Azambuja manifestam o seu protesto contra qualquer solução para aquela empresa que não passe pela manutenção dos postos de trabalho e pela continuidade da empresa em Portugal.
Assim, neste quadro, os trabalhadores aqui hoje concentrados manifestam a sua preocupação em relação ao seu futuro e dizem que não aceitam outra solução que não seja a continuidade da empresa no nosso País e, ao mesmo tempo, dizem ao Ministério da Economia que deve utilizar todos os meios necessários para a continuidade da empresa neste País.
Lisboa, 6 de Maio de 2016
Os trabalhadores
Ver também:
- Sobre a situação na Frauenthal (Impormol) 22.4.2016
- «Dispensados» na Impormol não aceitam encerramento 11.4.2016
- Álbum de fotos da concentração...



Documento da CGTP-IN
