Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - CGTP-IN

20151214PetrogalGreveOs trabalhadores da Petrogal (Grupo Galp Energia) vão estar em greve nos dias 28, 29 e 30 de Dezembro, pela defesa da contratação colectiva, dos direitos laborais e dos regimes de saúde e de reformas. No dia 30, em plenários nas refinarias (Sines e Porto) e na sede, será tomada uma decisão sobre a continuação da luta.
15.12.2015


Numa nota de imprensa, a Fiequimetal informou que a greve tem início às zero horas do dia 28. Os objectivos são indicados em cinco pontos:

- Parar a ofensiva da Administração contra a contratação colectiva e os direitos nela consagrados;
- Aumentar os salários e melhorar a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores;
- Contra a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos;
- Contra a desregulação e o aumento dos horários, incluindo o famigerado “banco de horas”, que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais e por menos salário;
- Defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, obtidos ao longo de muitos anos de luta, de muito trabalho e de riqueza produzida.

Recorda-se que a Administração da Petrogal, no quadro da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, suspendeu o pagamento dos subsídios de infantários e creches e do subsídio atribuído aos trabalhadores com filhos deficientes. Este facto evidencia a total ausência de ética da Administração do Grupo Galp, presidida por Américo Amorim. A federação considera completamente imoral que a Administração deste grupo económico, que nos últimos cinco anos atingiu lucros superiores a dois mil milhões de euros, comece por atacar os direitos sociais atribuídos aos filhos dos trabalhadores, direitos adquiridos há muitos anos e que resultaram da luta dos trabalhadores.

Mas a Administração quer prosseguir o ataque a outros direitos laborais e sociais, com particular incidência nos regimes de saúde e de reformas.

Para 30 de Dezembro estão convocados plenários nas refinarias de Sines e do Porto e na sede, em Lisboa, com vista a decidir a continuação da luta, caso a Administração persista no ataque aos direitos dos trabalhadores e continue a recusar a via da negociação colectiva.

Num comunicado aos trabalhadores, adianta-se os contornos que poderá ter a nova greve.

Ver também:
- Nota de imprensa
- Comunicado aos trabalhadores

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