20170629RioFrioO SITE Sul e os trabalhadores da Herdade de Rio Frio, reagindo à decisão aprovada ontem na assembleia de credores, deixaram claro que não vão desistir da luta em defesa dos postos de trabalho e das habitações onde vivem dezenas de famílias. Novas acções vão ser definidas em plenário.
30.6.2017


Um grupo de trabalhadores manteve-se ontem, ao início da tarde, frente ao Tribunal do Comércio de Setúbal, enquanto ali decorria a assembleia de credores da Sociedade Agrícola de Rio Frio. Na rua foi assim ampliada a posição dos representantes dos trabalhadores na assembleia, exigindo alternativas ao plano de insolvência que ia ser colocado à votação.

Além de prever o despedimento dos 44 trabalhadores, o plano coloca em causa a permanência destes nas habitações daquela importante unidade agropecuária e turística, sediada no concelho de Palmela e cujo território se estende também no concelho de Alcochete.

Os representantes dos trabalhadores e os sindicatos votaram contra o plano.

No entanto, a decisão da assembleia foi determinada pelo posição dos dois maiores credores: a Parvalorem e o Millenium BCP aprovaram.
Este banco comprou a dívida da Herdade à Segurança Social e ao Fisco. A Parvalorem é a empresa do Estado que gere activos oriundos do ex-BPN.

O SITE Sul irá marcar um plenário de trabalhadores, para discutir novas acções a desenvolver.

No dia 5 de Junho, no mesmo tribunal, já tinha sido aprovado um plano de insolvência semelhante, relativo à Casa Agrícola de Rio Frio.

Ver também:
- Emprego e habitação em causa na Rio Frio (6.6.2017)

- Insolvência da Herdade de Rio Frio ameaça dezenas de famílias (5.6.2017, Lusa, no DN)
- O renascimento de Rio Frio (30.11.2015, Vida Rural)
- Rio Frio (sítio oficial)