20180515PetrogalA Comissão Sindical Negociadora da Fiequimetal e do Sicop saúda os trabalhadores que ontem realizaram mais uma grande jornada de luta, com concentração na sede da Galp e da Petrogal, onde à mesma hora estava reunida a assembleia-geral de accionistas. Mais tarde desfilaram da Alameda para o Ministério do Trabalho.
16.5.2018



Nestes protestos foram evidenciados os interesses que ligam o Governo à Galp e Petrogal, fazendo lembrar que a GALPADA de triste memória não morreu e continua bem presente.


Obra dos trabalhadores

A história da Petrogal tem uma parte bonita que orgulha os trabalhadores que a construíram e desenvolveram. Foram os trabalhadores que em 1976 deram corpo à criação da Petrogal, lutaram pelos investimentos destinados à modernização das refinarias do Porto e de Lisboa e defenderam o prosseguimento da construção da refinaria de Sines. Foram os trabalhadores que com o seu esforço e as suas competências profissionais tornaram a Petrogal a principal empresa estratégica nacional, altamente produtiva e ao serviço do progresso do país e das populações. Foram os trabalhadores que lutaram pela criação de milhares de postos de trabalho e conquistaram justos direitos laborais e sociais. A Petrogal foi uma imensa obra colectiva dos trabalhadores!

História negra da privatização

Com a privatização, a Petrogal iniciou outra história, negra, que não honra o seu passado. O interesse estratégico do seu negócio deixou de ser focado no país e passou a ser um negócio estratégico para alavancar as grandes fortunas dos administradores e de uma enorme teia de gente não recomendável acoitada no chamado Bloco Central de Interesses (PS, PSD e CDS-PP).

Faça-se o rol dos administradores da Galp e da Petrogal que passaram a ministros e outros cargos governamentais; dos que foram ministros ou com outros cargos nos governos e passaram a administradores; dos administradores que passaram a ministros e regressaram à administração, sem esquecer aqueles que estiveram directamente implicados e com grandes responsabilidades na entrega da empresa e do grupo ao Grupo Amorim. A lista só será surpreendente para quem tenha andado distraído ou, por convicção, ache isto normal.


«Das pastas às postas»

«Eles passam das pastas às postas e das postas às pastas». Esta era a expressão que o povo usava antes do 25 de Abril para caracterizar a rotação entre os ministros fascistas que vagueavam entre os ministérios e as administrações dos grupos económicos e financeiros.

Os ministros eram provenientes dos grandes grupos económicos de então, que passavam pelo Governo, ficando com as pastas que interessavam para tomar medidas que beneficiavam esses mesmos grupos económicos, para onde depois voltavam com a satisfação do "dever cumprido" e, com a não menos satisfação de serem bem recompensados com chorudos vencimentos e outras benesses, as postas.

Hoje, a situação também é escandalosa. Consulte-se os relatórios anuais, compare-se o que foi pago em salários aos trabalhadores com os milhões sacados pelos administradores, e veja-se como está instalada a indecência. 

Quando uma Administração se atribui a si própria milhões de euros em PPR e, ao mesmo tempo, traçou um projecto para acabar com os complementos de reforma que os trabalhadores conquistaram pelo seu trabalho e com muita luta, não há que hesitar: Lutar! Lutar! Lutar! Pelos Direitos e os Regimes de Reformas e de Saúde!

 Ver também:
- «Grande jornada de luta - saudação aos trabalhadores da Petrogal» - comunicado e extractos da moção
- Folheto distribuído à população
- Protesto da Petrogal, trabalhadores à frente do Ministério do Trabalho (15.5.2018, TVI, 12h30, directo)
- Cerca de 90 trabalhadores da Galp exigem acordo de empresa (15.5.2018, TVI, 13h30, com Lusa)

 

Algumas fotos desta jornada
(clicar numa imagem para ampliar e navegar)